O prefeito de João Pessoa, Leo Bezerra (PSB), disse, nesta segunda-feira (27) que se houver a identificação de pessoas ligadas a facções criminosas na gestão municipal, ele vai “atuar” e exonerar.
“O que for identificado claro que a gente vai atuar nesse sentido [de retirar servidores ligados a facções da gestão municipal]. Ninguém é a favor do crime, pelo contrário, estamos cobrando do poder público, das polícias”, garantiu o gestor.
A declaração de Leo foi em Campina Grande durante a solenidade de oficialização do empresário Diogo Cunha Lima como vice do ex-prefeito da capital, Cícero Lucena (MDB), na disputa pelo governo estadual.
Simultaneamente, a cassação da chapa de Cícero e Leo era julgada pelo Tribunal Regional Eleitoral da Paraíba por abuso de poder e aliciamento violento de eleitores contando com a atuação de organizações criminosas.
“Fomos muito justos nas eleições que partilhamos, eu e o prefeito Cícero”, complementou Leo Bezerra, ao dizer que está “tranquilo” quanto ao julgamento na Corte.
No julgamento, o Ministério Público Eleitoral apontou a ausência de provas que comprovem a ligação da chapa de Cícero e Leo com facções para aliciar eleitores nas eleições de 2024.
No entanto, o procurador-Regional Eleitoral, Marcos Queiroga, destacou a gravidade dos “indícios”. “Os fatos são graves, com aparato do crime organizado na Prefeitura de João Pessoa”, citou.
O procurador, porém, diferenciou “indício” de “comprovação em relação às provas no tocante à campanha do prefeito e do vice-prefeito”. Para ele, as provas são insuficientes para demonstrar beneficiamento irregular da chapa eleita no pleito.
O julgamento no TRE-PB foi suspenso após um pedido de vista do juiz Rodrigo Clemente de Brito.
MAISPB
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