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segunda-feira, 2 de fevereiro de 2026

Grupo é preso quanto tentava golpe de R$ 400 mil com falso bilhete premiado

 Um grupo formado por quatro pessoas — três homens e uma mulher — foi preso nesta segunda-feira (2), em João Pessoa, suspeito de aplicar o golpe do falso bilhete premiado. A prática criminosa tem como principal alvo pessoas idosas e consiste em convencer a vítima a depositar altas quantias de dinheiro em troca de uma suposta parte de um prêmio milionário.

De acordo com o delegado Ademir Fernandes, os criminosos utilizam uma abordagem cuidadosamente planejada para enganar as vítimas. A estratégia começa com uma conversa aparentemente inocente.

“Uma pessoa chega fazendo uma pergunta totalmente aleatória, como onde fica um banco ou uma igreja. A partir disso, inicia uma conversa e comenta que está com um bilhete da Quina ou da Mega-Sena e que não sabe o resultado”, explicou.

Em seguida, uma segunda pessoa, fingindo não conhecer os demais, entra na conversa, pega o bilhete, confere o resultado no celular e afirma que o prêmio é milionário, mencionando valores que podem chegar a R$ 10 milhões.





A suposta ganhadora então afirma que, por motivos religiosos, não pode ficar com todo o dinheiro e propõe repassar a maior parte do prêmio aos dois interlocutores, ficando apenas com uma quantia menor. Nesse momento, o terceiro integrante do grupo reforça a história e induz a vítima a acreditar que se trata de uma grande oportunidade.

“Nessa ação de hoje, um dos suspeitos entrou no banco e apresentou um comprovante falso, alegando que havia depositado R$ 600 mil na conta da suposta dona do bilhete. Em seguida, combinaram que a vítima depositaria R$ 400 mil para ficar com R$ 1 milhão, enquanto o restante, cerca de R$ 7 milhões, seria dividido entre eles”, detalhou o delegado.

O grupo foi detido quando já havia enganado uma senhora abordada na orla da capital e seguia com ela para uma agência bancária. Como a Polícia Civil já investigava outros três casos semelhantes ocorridos nas últimas semanas, a ação rápida evitou que a vítima tivesse prejuízo financeiro. Nos golpes que chegaram a ser consumados, as vítimas perderam, em média, R$ 150 mil cada.

Segundo Ademir Fernandes, os suspeitos costumam alternar entre cidades para dificultar a identificação e evitar prisões.

“Eles fazem parte de um subgrupo de uma organização maior. Tenho quase certeza de que é o mesmo grupo preso no ano passado. Eles se misturam. Inclusive, uma das mulheres presas naquela ocasião foi detida novamente, na semana passada, em Goiás, aplicando o mesmo golpe”, concluiu.

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